Relógio

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Bicho - Preguiça

A preguiça, ou bicho-preguiça, é um mamífero da ordemXenarthra (anteriormente chamada de Edentata ou Desdentada), a mesma dos tatus e tamanduás,  pertencente à família Bradypodidae (preguiças com três dedos) ou Megalonychidae (preguiças com dois dedos).
Todos os dedos têm garras longas pelas quais a preguiça se pendura aos galhos das árvores, com o dorso para baixo. Seu nome advém do metabolismo muito lento do seu organismo, responsável pelos seus movimentos extremamente lentos. É um animal de pelos longos, que vive na copa das árvores de florestas tropicais desde a América Central até o norte da Argentina. Na Mata Atlântica,  o animal se alimenta dos frutos da Cecropia (embáuba, conhecida por isto como árvore-da-preguiça)
De hábitos solitários, a preguiça tem como defesa sua camuflagem e suas garras. Para se alimentar, a Preguiça utiliza-se de "dentes" que se apresentam em forma de uma pequena serra. Herbívoro, tem hábitos alimentares restritos, o que torna difícil sua manutenção em cativeiro. Dorme cerca de 14 horas por dia, também pendurada nas árvores. Na reprodução dá apenas uma cria, e apenas a fêmea cuida do filhote. Reproduz-se, como tudo que faz, na copa das árvores. Raramente desce ao chão, apenas aproximadamente a cada sete dias para fazer as suas necessidades fisiológicas. O seu principal predador é a onça-pintada.

sábado, 27 de agosto de 2011

Chamaeleo Zeylanicus



O camaleão-indiano (Chamaeleo zeylanicus) é uma espécie de camaleão do gênero Chamaeleo encontrada no Subcontinente Indiano. Ele vive nas árvores e possui patas com dedos opostos para se agarrar bem aos galhos, e também uma cauda preênsil. Se movimenta com lentidão para não ser notado nem por seus predadores, nem pelas presas. Alimenta-se de insetos que ele captura usando sua longa língua pegasoja. Apesar de lento, o camaleão-indiano atira sua língua a uma velocidade assombrosa e quase sempre acerta o alvo. Possui aproximadamente 35 centímetros de comprimento com a cauda. Como todos os camaleões, ele possui a habilidade de mudar de cor e de movimentar cada olho independentemente do outro.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Chamaeleo Jacksonii




Chamaeleo jacksonii, chamado popularmente de camaleão-de-jackson ou camaleão-de-três-chifres, é uma espécie de camaleão nativa das florestas húmidas do leste da África. Foi também introduzido no Hawaii em 1970. Em alguns países são as vezes mantidos como mascotes.
Com aproximadamente 30 centímetros de comprimento, essa espécie possui três chifres, um no focinho e dois acima dos olhos, usados em disputas territoriais. Ao contrário da maioria dos répteis, ele não bota ovos, dá a luz a filhotes formados.
Assim como todos os camaleões, eles podem mudar de cor e mover seus olhos independentemente. Alimentam-se de insetos que capturam com sua longa língua pegajosa, atirada a grande velocidade.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Teiú-Branco



Teiú-branco (Tupinambis teguixin) ou teiú-da-argentina é um lagarto da família dos Teídeos, conhecido sobretudo por sua agressividade e voracidade. Se molestado, primeiro tenta fugir, mas, sendo impossível, defende-se desferindo golpes violentos com a cauda. Vive em regiões florestadas, campos de vegetação alta e campos cultivados. Atinge até 1,5 m de comprimento, o que torna o maior lagarto do Brasil.
Cabeça comprida e pontiaguda, mandíbulas fortes providas de um grande número de pequenos dentes pontiagudos. Língua cor-de-rosa, comprida e bífida. Cauda longa e arredondada. Coloração geral negra, com manchas amareladas ou brancas sobre a cabeça e membros. Região gular e face ventral brancas, adornadas de manchas negras. Os filhotes são esverdeados, coloração que vai desaparecendo de acordo com o desenvolvimento dos animais.
Alimenta-se de pequenos mamíferos, pássaros e seus ovos, répteis, anfíbios, insetos, vermes e crustáceos. Também não rejeita frutas suculentas, folhas e flores. É conhecido como ladrão de galinheiros, pois ataca as galinhas e chupa seus ovos com extrema avidez.
É o lagarto mais comum no Brasil e é encontrado desde o sul da Amazônia até o norte da Argentina. Habita principalmente áreas abertas de cerrado, mas pode ser observado em bordas de matas-de-galeria e dentro de matas mais abertas. É uma espécie que vive no chão, próximo a capins baixos e pedras, onde tomam banho de sol. Ovíparos, põe em média de 12 a 30 ovos, postos normalmente em cupinzeiros, os quais são incubados por um período de 90 dias.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Como Criar uma Caranguejeira


 As aranhas caranguejeiras (ou tarântulas) conquistam cada vez mais o seu espaço como animal de estimação, sendo criada em praticamente todo o mundo.
Existem cerca de 280 espécies de caranguejeiras, terafosídeos, que compreendem as subfamílias dos avicularinídeos, iscnocolídeos, gramostolídeos e terafosíneos. As mais encontradas na natureza, particularmente na amazônia, são as Avicularias sp. e as Theraphosa blondi
As caranguejeiras são animais considerados de fácil manutenção e muito resistentes.
Mesmo que proibido no Brasil, muitas pessoas matem esses animais como animal de estimação, sendo a maioria deles foram coletados da natureza ou contrabandeados, o que não ocorreria se a importação de animais nascidos em cativeiro fosse liberada.
O veneno na maioria das espécies não causa danos sérios aos humanos, mas existem exceções, por isso procure se informar bem sobre os hábitos de seu animal antes de adquiri-lo.

                      Terrário para Caranguejeira

Com certeza muitas pessoas mantêm suas aranhas caranguejeiras (ou tarântulas) de forma inadequada, em terrários mal planejados.
Um aranha terrestre de 15cm, por exemplo, necessita de um terrário de no mínimo 35×20×20cm, já se for uma aranha arborícola ela necessita de um terrário de no mínimo 35×20×35cm (comprimento×largura× altura) com um ou mais galhos para ela escorar sua teia.
Alguns criadores mantém aranhas do gênero Avicularia em terrários com menos de 25cm de comprimento, sem nenhum galho ou tronco para ela subir, o que é errado, e elas muitas vezes acabam morrendo logo.
Para o substrato o essencial é a terra que pode ser misturada a vermiculita e pó ou fibra de coco, o terrário bioativo com minhocas e tatuzinhos são super bem vindos por que eliminam o resto da comida da caranga deixando o substrato sempre limpo e fofo, e não precisando de troca de substrato. Quanto menos se mexer no terrário melhor, pois a aranha tece suas teias por vários motivos mais principalmente para mapear o terrário e o que tem nele, sempre que tirar esse tapete de teia dela é como deixar ela cega o tempo todo o que acaba estressando mais o bicho reduzindo assim seu tempo de vida.
Plantar plantas é uma ótima maneira de deixar seu terrário um pouco mais natural, só que tem que prestar atenção se ela precisa de muita iluminação, existem também aquelas plantas que não precisam de luz solar, geralmente dessas que ficam dentro de casas, ex: comigo-ninguém-pode, jiboia, e alguns tipos de musgo, já para plantas que precisam de luz solar uma lâmpada com luz ultravioleta vem bem a calhar.


Na decoração de terrários para aranhas terrestres pode ser usado algumas pedras e troncos caídos ou cascas de árvore, que proporcionam um esconderijo, já as arborícolas preferem apenas alguns galhos e troncos, que é necessário.
                              Alimentação

Praticamente todas as aranhas caranguejeiras se alimentam de insetos e camundongos recém nascidos (ainda sem pêlos). Algumas espécies tem preferência por um determinado alimento mas podem aceitar outros.
A maioria das espécies se alimentam em média a cada cinco dias, mas a quantidade também varia de acordo com a espécie. As vezes é comum que ela rejeite comida por algumas semanas, mas logo elas trocam de “pele” e voltam ao “normal”, mas se ela continuar rejeitando pode ser que ela não esteja bem e é aconselhável procurar um biólogo especialista ou veterinário.
Algumas espécies como a Theraphosa blondi, por exemplo chegam a comer até pequenos pássaros, por isso elas levam o nome de Bird Eater Tarantula (Tarântula Comedora de Pássaros); esta aranha é nativa da região amazônica e no Brasil é difícil encontrar um exemplar que não seja fruto de contrabando ou coletados da natureza para vender.

                                Manuseio

Algumas tarântulas como por exemplo a Rose Hair Tarantula (Granmostola spatulata) costumam ser muito dóceis, ao contrário de outras como a Skeleton Tarantula (Ephobopus murinus), nativa do nordeste brasileiro são extremamente agressivas, sendo totalmente desaconselháveis o manuseio. Outras tarântulas, por exemplo, possuem outro mecanismo de defesa: quando se sentem ameaçadas lançam sobre o inimigo uma “nuvem” de pelos irritantes e caso isso aconteça deve-se lavar bem as mãos com água e sabonete.
Para manusear uma tarântula o mais pratico é colocar a mão estendida sem movimentos bruscos na sua frente e tocar levemente a aranha por trás até ela subir na sua outra mão, ou então colocar um pote ou copo na sua frente e com a própria tampa do pote ir tocando atrás da aranha até ela caminhar para dentro do recipiente. Outro modo de manusea-la é segurar o animal com os dedos no abdome, entre o segundo par de patas, sem aperta-lo muito contra o chão, mas o segurando firme e levanta-la, assim que você a ergue, ela para de se debater e fica imóvel.

                                 Ambiente

Caranguejeiras existem em uma infinidade de ambientes: desertos, savanas, florestas, cerrados, bosques, etc.
Algumas vivem em buracos no solo, outras são errantes e outras são adaptadas a vida nas árvores.

      Espécies recomendadas para iniciantes e seleção
As aranhas consideradas de baixa agressividades são as melhores para principiantes. As principais espécies de baixa agressividade e que hoje nos EUA e outros países da Europa são largamente criadas em cativeiro mais indicadas são a Rose Hair, Pink Toe, Mexican Red Leg, Brasilian Black e algumas outras.
Antes de adquirir uma aranha, tenha certeza de que a espécie que você esteja adquirindo seja mesmo a espécie que você planejou ter. Nunca compre por impulso. Verifique se há machucados e se todas as pernas estão inteiras. O sangue das tarantulas é azul, verifique se não há sinais de sangue e se o exemplar está se alimentando bem. Para isso observe se em seu terrário tem algum resto de alimento, e a aranha que se alimenta bem geralmente é mais “gordinha”, mas pode ser que tenha sido coletada recentemente e por isso ainda aparenta ter um bom estado. Procure saber a procedência do animal, é mais aconselhável comprar um exemplar importado e que já esteja bem adaptado. NÃO compre espécies coletadas da natureza pois dessa forma você estará contribuindo para a conservação de nossa fauna e flora e a diminuição do contrabando. Quem realmente gosta de animais não compra exemplares que tenham sido retirados da natureza.

Jabuti Machado

O Jabuti Machado (platemys platycephala cujo nome "platycephala" significa "cabeça chata" ) nada tem de similar com seus parentes distantes Jabuti piranga e Jabuti tinga, que na verdade são terrestres e o Jabuti Machado é um cágado semi-aquático, apenas o nome popular é parecido, sendo até o grau de parentesco bem distante. Sua carapaça oval e achatada apresenta coloração alaranjada na parte lateral e marrom-amarelada com manchas pretas na parte superior, com formato bem plano, apresentando duas quilhas longitudinais separadas por uma acentuada depressão, o plastrão é bem preto, sendo as patas dem coloração bem escura e a região dorsal da cabeça de colorido amarelo-alaranjado e marrom na parte de cima.

Existem 2 subespécies conhecidas:
P.p. melanonota (Ernst, 1984) que é encontrada no Peru e Equador, apresentando coloração mais escura.
P.p. platycephala (Schneider, 1792) que é encontrada no Rio Orinoco e rios da Bacia Amazônica, na Venezuela, Colômbia, leste do Equador, Peru, norte da Bolívia, Guiana, Guiana Francesa, Suriname e norte, nordeste e centro-oeste do Brasil.

A alimentação é onívora, sendo carnívora quando jovem e tendo preferência por carnes e aceitação de frutas e verduras quando adulta. Os alimentos mais apreciados são peixes, carnes, minhocas, moluscos, insetos, camarões e ovos de anfíbios. Dando preferencia por se alimentar dentro dágua, porém quando encontra alimento em terra também o aceita. Passam a maior parte do tempo na água, porém gostam de efetuar passeios esporadicos pela terra e de se esconder entre a vegetação. É uma espécie bem tranquila, quase nunca demonstrando agressividade.
   Nesta espécie os machos possuem as caudas mais compridas e largas que as das fêmeas, os machos também apresentam as placas anais do plastrão mais estreitas e o plastrão é concavo. As fêmeas possuem caudas curtas e plastrão plano. O acasalamento ocorre entre março a dezembro e pode ocorrer dentro ou fora da água. A nidificação ocorre entre agosto a fevereiro e a fêmea põe geralmente um único ovo por postura, porém ja verificou-se casos de postura de até 6 ovos de uma mesma fêmea, nas margens de terra próximo a água, podendo ocorrer ao longo do ano todo. A incubação dura em torno de 130 a 170 dias.


Na natureza são encontradas em rios de águas calmas, pântanos, terrenos alagados e margens umidas de rios e lagos. O recinto ideal deve conter 60% a 70% de parte aquática, com uma profundidade máxima de 30 cm, pois esta espécie não é muito boa nadadora, podendo morrer afogada caso não consiga descansar, deve conter cerca de 100 litros de água para cada animal adulto, com uma rampa para facilitar o acesso do animal a parte de terra do recinto. Esta parte de terra deve ser mantida sempre umida, contendo muitas plantas e esconderijos, recomenda-se a utilização de musgos para auxiliar no mantenimento da umidade e bem estar do animal. A temperatura deverá ser mantida entre 22 a 30°C, durante o inverno se ocorrerem temperaturas inferiores a 20°C, deverá ser providenciado aquecimento. Não deve ser permitida a hibernação do animal, com risco de danos graves a saúde do mesmo caso venha a ocorrer.
 

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Lagartixa-da-madeira


Reino:     Animalia
Filo: Chordata
Classe:     Reptilia
Ordem: Squamata
Família: Lacertidae
Género: Lacerta
Espécie: L. dugesii

A lagartixa-da-madeira (Lacerta dugesii) é uma espécie de lagarto pertencente à família Lacertidae. Trata-se de uma espécie endémica do arquipélago português da Madeira, onde ocorre de forma abundante. Apesar de também existirem algumas populações nas ilhas dos Açores, estes exemplares são descendentes de animais introduzidos acidentalmente durante o século XIX por navios que faziam a rota entre os dois arquipélagos, nunca atingindo os números populacionais que atinge no seu território de origem. Existe ainda uma pequena população na zona portuária de Lisboa, provavelmente transportada acidentalmente nos navios de transporte de banana, e detectada pela primeira vez em 1992, tendo um estudo de 2001 verificado que a população tem se mantido estável em tamanho desde a sua descoberta.
                                  Características
Trata-se de um lagarto que pode atingir os 20 cm de comprimento, apesar dos adultos terem, normalmente, entre 10 a 15 cm. A sua cor pode variar entre o castanho claro ao cinzento escuro, com alguns exemplares (normalmente machos) a poderem apresentar cores iridescentes, como o verde, azul e violeta. Os machos podem ser facilmente distinguidos das fêmeas devido à presença de uma prega nupcial de cor amarela na parte inferior da suas patas traseiras. Como todos os lacertídeos, possui a capacidade de destacar a sua cauda se se sentir em perigo, servindo o rabo solto, que se contorce energicamente, de distracção para os predadores, permitindo a fuga do animal. A cauda volta a crescer novamente, ocorrendo por vezes o fenómeno de um destes animais acabar por possuir duas caudas, quando a cauda antiga não é completamente seccionada.
As lagartixas-da-madeira, ao contrário das suas congéneres continentais, são mais dóceis, podendo ser manipuladas com facilidade. Esta é uma característica provavelmente desenvolvida durante a sua evolução num território sem predadores terrestres, o que faz com estes seres também se aproximem dos seres humanos em busca de uma refeição grátis.

                                           Dieta Alimentar
Apesar de ser uma espécie essencialmente insectívora, frutos maduros e bagas (em especial amoras-silvestres) também fazem parte da sua dieta. Com a descoberta do arquipélago e posterior colonização, as lagartixas aproveitaram a oportunidade e passaram a incluir na sua dieta restos de alimentos e frutos de cultivo, sendo considerada, por vezes, uma praga de várias culturas, como as uvas e as frutícolas.

                               Distribuição e Habitat
A lagartixa-da-madeira é muito abundante na Madeira, sendo o único réptil nativo do território (com a excepção da osga-das-selvagens, que neste arquipélago ocorre apenas nas ilhas Selvagens). No entanto, com a globalização do comércio, outros répteis têm surgido na ilha, desde cobras (em especial cobras-arborícolas que são transportadas com os carregamentos de madeiras tropicais e pitons que são procuradas como animais de estimação e depois abandonadas quando crescem demasiado) a camaleões, lagartos e osgas. No entanto, nenhuma destas espécies parece conseguir formar uma população naturalizada permanente, provavelmente devido à escassez de alimento apropriado ou a condições climáticas adversas. A excepção parece ser a osga-comum, que parece ter estabelecido uma população naturalizada nas zonas de baixa altitude da costa sul da ilha da Madeira, nomeadamente na baixa do Funchal e Caniço de Baixo.
A lagartixa-da-madeira está presente em todos os tipos de habitats terrestres do arquipélago, desde a costa até às montanhas mais altas, passando por áreas urbanas, áreas rurais, jardins, pastagens, floresta temperada, floresta mediterrânica, praias de calhau e de areia, etc.