Relógio

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sábado, 10 de março de 2012

Camaleão



O Camaleão é um réptil conhecido por mudar a sua cor para se adaptar a um ambiente ou a uma situação. Esta estratégia o ajuda a se proteger de potenciais predadores e passar desapercebido por eles. 

Além desta característica, possui a capacidade de movimentar os dois olhos independentemente e também de enrolar a cauda para se agarrar.


Por isso, sobe com facilidade em árvores e corre rápido no chão. É um bom mergulhador e também nada bem, podendo ficar submerso por longo tempo. Caso se sinta acuado, foge ou defende-se com dentadas e chicoteando com a cauda.


De hábitos diurnos, costuma ao amanhecer colocar-se ao sol para caçar todo o tipo de insetos, como gafanhotos e outros artrópodes.

O Camaleão se alimenta de grandes quantidades de folhas verdes, e de frutos. Ingere também insetos.

Habita do México ao Brasil Central. Aqui, vive na Floresta Amazônica, nas matas de galeria dos cerrados e nas caatingas.

No período reprodutivo, os machos descem dos arbustos para encontrar uma companheira. É uma espécie ovípara, e as posturas variam entre 30 e 40 ovos, que são depositados no solo.

A incubação é longa, dura de 8 a 9 meses. Ele atinge a maturidade sexual em um ano e pode viver de 4 a 5 anos. Chega a medir um metro de comprimento.

É um lagarto imponente, com uma bela crista que vai da nuca até a cauda e aparece também no papo. Os machos, normalmente, são mais coloridos e com ornamentações mais proeminentes na cabeça.


Tanto o macho quanto a fêmea são agressivos. Acredita-se que os indivíduos que vivem nos setores Mediterrâneos europeus derivem de exemplares introduzidos pelo homem em épocas remotas. 


                                            Curiosidade
Na simbologia africana, o camaleão é um animal sagrado, visto como o criador dos primeiros homens. Nunca é morto, e quando é encontrado no caminho, tiram-no com precaução, por medo do trovão e do relâmpago.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Chamaeleo Calyptratus

Classificação:
Reino:
Animalia
Filo: Chordata
Sub-filo: Vertebrata
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Sub-ordem: Iguania
Família: Chamaeleonidae
Género: Chamaeleo
Espécie: Chamaeleo calyptratus



Expectativa de vida : A esperança média de vida nesta subespécie de camaleão varia consoante o sexo do mesmo, mantidos em boas condições o macho pode viver cerca de 8 a 9
anos, e as fêmeas cerca de 6 a 7. A sua maturidade sexual é atingida a partir dos 6 meses.

Tamanho: Os camaleões machos podem atingir desde a ponta do nariz até à ponta do rabo cerca de 43 a 61 cm, sendo que as fêmeas atingem tamanhos que rondam os 35 a 43 cm.


Dimorfismo sexual: Aparte do tamanho total dos camaleões quando atingido o seu estado adulto, podem-se distinguir outras características físicas entre os gêneros. O ponto específico que determina o sexo dos indivíduos da espécie é uma pequena estrutura não óssea semelhante a um dedo extra nas patas anteriores do macho que se situa no espaço de separação entre os 2 conjuntos de dedos esta característica predominante que pode ser identificada imediatamente após o nascimento das crias, os machos, além de se apresentarem mais agressivos e com cores mais vivas e proeminentes, apresentam ainda um desenvolvimento maior na altura da "coroa" característica da espécie. Este alto na parte anterior do crânio, nos machos é notoriamente mais proeminente, sendo que pode atingir cerca de 5 cm, enquanto que nas fêmeas este atinge cerca de 3 cm.


Habitat natural: Estes camaleões têm uma distribuição geográfica que lhes permite tolerar temperaturas bastante variáveis, contrariamente a outras espécies de répteis. Oriundos da Arábia Saudita e Yemen, estes camaleões distribuem-se por áreas tropicais e semi-tropicais cujas unidades não são elevadas e cujas temperaturas sofrem gradientes anuais notórios.

Hábitos: Estes Camaleões são amplamente arborícolas sendo que passam praticamente a totalidade do seu ciclo de vida nos ramos, nas vinhas e folhas superiores das árvores. Raramente descem ao solo, sendo que a altura em que o fazem é usualmente na postura de ovos na tentativa de encontrar um local de consistência e localização apropriada para os enterrar. As suas colorações variam consoante o seu estado de espírito e controle de absorção de luz, contrariamente à idéia amplamente difundida de que estes usam esta capacidade para condizer com o ambiente próximo. Quando perante uma ameaça estes apresentam cores extremamente contrastantes e vivas, como verde escuro e amarelo brilhante às riscas intermitentes. Quando a época reprodutiva a fêmea indica-se receptiva exibindo cores vivas salteadas, sendo usual encontrar-se fêmeas de cor base escura e pintas azuis, laranjas e turquesa. Como caçador o camaleão é um animal passivo, sendo que aguarda que a presa chegue perto dele para iniciar o processo de caça, no entanto, quando a mesma se encontra a uma distancia passível do camaleão disparar a sua língua ( cerca do dobro do tamanho de crânio ) este adota um comportamento de caça por emboscada, dissimulando-se nas folhas mais próximas mantendo o melhor ângulo de visão, sendo que por esta altura ele encara a presa com ambos os olhos voltados para a mesma.

Temperamento: Este tipo de camaleão é considerado dos mais agressivos apesar de não ser violento. A sua natureza é tímida, sendo que estes reagem instantaneamente à presença de outros animais/humanos nas suas proximidades. Os machos apresentam comportamentos territoriais violentos sendo que não toleram outros entes da mesma espécie excitando fêmeas na época da cópula. As fêmeas são mais tolerantes em relação a outras fêmeas, sendo que no entanto é desaconselhável juntar mais que uma no mesmo espaço, apesar de esta não se mostrar usualmente agressiva, estará constantemente em guarda.

Alimentação: Os camaleões comem quase exclusivamente alimentos vivos, sendo que por vezes identificam insetos mortos como alimento. Esta fato verifica-se porque reagem essencialmente ao movimento. Como grande parte de exemplares do Gênero estes são essencialmente insetívoros, apesar de por vezes mordiscarem certos vegetais como pedaços de maçã e folhas. Quando atingem o seu estado maduro e após períodos em que o alimento escasseia, estes podem identificar pequenos roedores como alimento, no entanto este alimento é desaconselhado devido sua dificuldade muito elevada na digestão, por seus diversos tipos de ácidos e estruturas como ossos. Os calyptratus ingerem praticamente todo o tipo de insetos que conseguirem colocar o olhar, sendo que a base da sua alimentação são grilos. Em cativeiro é necessário facultar o máximo tipo de insetos possível de forma a que estes tenham acesso aos mais variados níveis de componentes constituintes dos mesmos, no entanto será necessário complementar a sua alimentação com suplementos. Os suplementos deverão ser ricos em cálcio e ter um déficit em fósforo. É necessário estar ciente que suplementos cálcicos/vitamínicos são de grande valia e não complementam uma fraca alimentação em insetos, e que apesar de necessários devem ser usados com bastante descrição, limitando o seu uso a 3 ou 4 vezes por semana, controlando a quantidade depositada nos insetos.Insetos base da alimentação de um calyptratus que podem e devem ser administrados em conjunto: Grilos, Baratas, tenébrios e zophobas. Não esquecer que o tamanho dos grilos/baratas não deve ultrapassar em muito a distancia entre os olhos (órbitas) do camaleão. Durante a época de crescimento (cerca dos primeiros 6 meses) estes camaleões devem ter acesso a praticamente todo o alimento que conseguirem comer. Camaleões são particularmente bons em racionalizar a sua alimentação durante este período, sendo que quando não quiserem mais não é motivo para alarme nem motivo para se tentar forçar o alimento. Regra geral, nesta idade eles são capazes de ingerir cerca de 25 a 30 pequenos grilos. Quando em seu estado adulto, um calyptratus agüenta perfeitamente alimentar-se de cerca de 4 a 8 grilos diários. Qualquer outro inseto também pode ser adicionado à dieta, mas é normal o camaleão não ultrapassar os 13 insetos.

sábado, 20 de agosto de 2011

Porque é que os camaleões mudam de cor?

Até há bem pouco tempo, a resposta parecia simples: os camaleões mudam de cor para efeitos de camuflagem, ou seja, assumem a cor do meio para se aproximarem das presas ou passarem despercebidos aos predadores. Afinal não é assim tão simples. Para além da camuflagem e controlo de temperatura, estes répteis mudam de cor para comunicar e socializar com outros camaleões. É, aliás, principalmente por isso que o fazem. Investigadores da Universidade de Melbourne, na Austrália, descobriram, por exemplo, que numa situação de confronto entre dois machos o vitorioso assume cores mais brilhantes e o vencido mudava para uma cor mais escura e submissa.